Prezados amigos e amigas,
Um alento inicial aos pacientes leitores que acompanham esta série: com mais as duas edições trimestrais previstas até o final do ano, ela se encerrará, considerando que, após a posse do Lula para o seu quarto mandato no dia 5 de janeiro de 2027 (se Deus quiser!), estará terminada a “Reconstrução do País”, após corrigida ou remediada a maioria dos desmandos e desacertos cometidos por Jair Bolsonaro e sua equipe, ou melhor, seu bando,
Ao início da abordagem do assunto, parece conveniente uma recapitulação sobre as atitudes mais hostis que os EUA vêm adotando em relação ao nosso País, É certo que todos já leram notícias a respeito, à medida que foram ocorrendo, mas não creio que já tenham apreciado uma visão geral e unificada de seu conjunto:
- em julho de 2025, tornou-se evidente uma séria crise político-diplomática, após a imposição da lei norte-americana Magnitsky ao Min. Alexandre de Moraes (STF). Representou uma retaliação à condenação, pela nossa Suprema Corte, do ex-presidente Jair Bolsonaro e também às providências por ele adotadas em relação a alegados abusos de poder, traduzidos em medidas de censura e outras, contrárias a redes sociais e violação de direitos de cidadãos americanos. Poucos dias antes, com base na mesma lei, tal punição já fora imposta, sob forma de restrições a vistos de entrada nos EEUU, a oito ministros do STF a ao PGR. A crise foi contornada em dezembro, após intensos entendimentos diplomáticos que resultaram na retirada das penalidades. Lembra-se, a propósito, a deletéria campanha capitaneada por Eduardo Bolsonaro, que viajou aos EUA para implementar tais penalidades e a decorrente exploração política conduzida pela oposição ao governo, que chegou a regozjjar-se com a sua aplicação;
- em 9 de julho, Trump enviou, de público, uma carta desaforada a Lula, informando que passaria a ser aplicada uma sobretaxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA. Na correspondência, “justificou” sua atitude referindo-se, inicialmente, ao julgamento de Jair Bolsonaro pelo STF como “uma vergonha internacional” e uma “caça às bruxas”; também reclamou das barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil – embora, pelos dados de 2024, o Brasil tenha registrado um déficit na balança comercial de mais de 28 bilhões de dólares com os americanos – e das ações adotadas contra as big techs. Ainda manifestou insatisfação em relação ao nosso Pais: “O Brasil não tem sido bom para nós, nada bom!”.
A reação de Lula veio em termos muito firmes, logo a seguir, realçando os nossos valores de soberania: o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém”.. Chegou a mencionar o consagrado princípio da reciprocidade econômica. A iniciativa americana representa uma “chantagem inaceitável”;
- no dia 6 do mês seguinte, passaram a vigorar as tarifas de 50% impostas aos produtos brasileiros. Após negociações que, do lado brasileiro, contaram com a participação do Itamaraty e do Vice-Presidente Geraldo Alckmin e que culminaram com o encontro Lula-Trump em outubro, na Malásia, ocorreu a redução de tais tarifas para cerca de 200 produtos nacionais, em novembro, com o que a porcentagem de produtos não sujeitos a tarifas adicionais passou de 23% para 26%;
- no dia 1º de junho de 2026, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) encerrou a investigação aberta sobre o nosso PIX, acusado de causar prejuízos advindos de práticas prejudiciais aos interesses americanos. A investigação teve por base a Seção 301 de antiga legislação – a Lei de Comércio de 1974 –, segundo a qual os Estados Unidos se julgam no direito de retaliar qualquer país cujas práticas de comércio internacional sejam consideradas desleais e/ou prejudiciais aos seus interesses. Em decorrência, o USTR enviou a Trump uma recomendação para que as exportações brasileiras fossem taxadas em 25%, forma de compensar as alegadas práticas desleais do Brasil. O argumento central focava nos impactos do PIX sobre as bandeiras de cartões americanas (como Visa e Mastercard), mas também incluía outros fatores como o uso de tarifas preferenciais no comércio com a India e com o México, barreiras ao etanol importado dos EUA, proteção deficiente à propriedade intelectual e aplicação insuficiente de leis contra a corrupção e o desmatamento;
- no dia seguinte, 2 de junho, ainda em decorrência de recomendação do USTR, Washington anunciou a imposição de tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 60 países, sob a alegação de deficiências no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado. Nosso País foi “contemplado” com a tarifa adicional de 12,5%, a ser aplicada em acréscimo aos 25% previstos no dia anterior; e
- no dia 5 de junho, passou a vigorar oficialmente a decisão do governo norte-americano de classificar como terroristas as organizações criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Nosso País opôs-se a tal intenção desde que ela começou a ser cogitada. E com razão, pois tal classificação permite que os Estados Unidos interfiram em assuntos internos, sob o pretexto do combate ao terrorismo. No extremo, esta visão de Washington passa a justificar, sob a ótica americana, até mesmo intervenções armadas em solo brasileiro. Admitir um cenário como esse corresponde, na prática, a abrir mão da própria soberania! Por isso, o Estado brasileiro defende que o combate a tais facções deve ser feita mediante cooperação internacional, respeitadas rigidamente as soberanias dos países envolvidos.
Além do risco político, a medida trouxe outras implicações econômicas e geopolíticas gravíssimas. Sob o ponto de vista econômico, há a risco de sérios prejuízos ao comércio exterior, aos investimentos externos e ao turismo. A propósito, cabe lembrar que o sequestro de Nicolás Maduro, então Presidente da Venezuela, teve como pretexto o combate ao narcotráfico. Igual alegação foi invocada para justificar fortes pressões políticas sobre o México.
Seguiram-se várias manifestações pontuais de Donald Trump, traduzindo sinais inquietantes. Três delas foram selecionadas e constam, a seguir:
- no dia 17 de junho, em sequência ao resultado do julgamento de Eduardo Bolsonaro – denominado por Trump de Bolsonaro Junior (e confundido com o irmão Flávio) –, ele afirmou que o Brasil estaria se tornando um país “duro politicamente”, “um pouco perigoso politicamente” e “meio desagradável”. Com “chave de ouro” arrematou: “Eles [Brasil] jogam duro, mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos”. Logo após, Lula respondeu direta e rispidamente: “Ele tem o direito de ter suas preferências ideológicas e eleitorais. Só espero que ele não fira o código de respeito entre nações soberanas. Ele pode gostar do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, … . Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque isso é um problema do Brasil”;
- no dia 23 de junho, Trump deu ênfase a artigo publicado em mídia de direita americana, pertencente a antigo amigo seu, que exaltou sua influência na América Latina. O texto menciona que, em sete anos, Donald Trump conseguiu que fossem eleitos governos de direita em oito países, revertendo a prevalência de governantes de tendência à esquerda. Indica, também, que a eleição presidencial no Brasil em outubro vindouro será o “próximo grande teste”. De modo igualmente preocupante, levantou dúvida sobre a lisura do processo eleitoral de nosso país; e
- no dia 24 de junho, foi conhecida a intenção do governo Trump de conceder financiamentos a ONGs que se dispuserem a denunciar decisões judiciais, regulação de plataformas digitais e ações classificadas por Washington como “excessos judiciais” no Brasil. O total de recursos previsto para tal programa é de US$ 986 mil.
Até aqui, foram levantados fatos mais atuais e relevantes sobre as relações Brasil-Estados Unidos, vis-à-vis nossos interesses nacionais e as próximas eleições. Com base no acompanhamento das notícias publicadas pela Imprensa, apresento a seguir alguns comentários pessoais julgados pertinentes:
- inicialmente, cabe referir-se à recomendação encaminhada pelo USTR ao presidente Trump, após investigação sobre o nosso PIX e outras alegadas práticas desleais do Brasil (com base na Seção 301 da Lei de Comércio), assunto já indicado anteriormente. Devido ao grande risco envolvido com a aplicação de tal Seção ao País, parece necessário um maior detalhamento do assunto. A Seção concede legalmente aos EUA a possibilidade de aplicar sobretaxas aos nossos produtos, entre outras punições. Cabe esclarecer que, embora tal sobretaxação já tivesse ocorrido, ela perdera a validade devido a um julgamento da Suprema Corte americana ocorrido no dia 20 de fevereiro de 2026, derrubando os tarifaços generalizados que Trump havia, abusivamente, imposto por decreto. Agora, sob o respaldo da Lei de Comércio, tal sobretaxação pode voltar a ser imposta, sem peias legais. com óbvios prejuízos ao País, seja às nossas exportações, seja pela possibilidade de restringir operações de bancos nacionais, ou ainda pela diminuição do fluxo de capitais do exterior por insegurança jurídica. O que cabe deixar bem claro é que, caso chancelada a recomendação da USTR pelo governo americano (até o prazo-limite de 15 de julho vindouro), o Brasil passará a enfrentar uma espécie de permanente “espada de Dâmocles” econômica e política sobre a cabeça. Os EUA poderão graduar à vontade o prejuízo a infligir ao País, sendo capazes de prejudicar gravemente os interesses nacionais, no momento em que julgarem mais oportuno e desejável politicamente, lembrando que, em três meses, terá lugar nossa eleição presidencial, já tendo ficado explícita a preferência de Trump por Flávio Bolsonaro …;
- com respeito à possibilidade de ingerência americana no pleito de outubro deste ano não parece haver dúvida de que ela ocorrerá. De fato parece claro que ela já está em curso. Donald Trump não deixará escapar tal possibilidade. Afinal, o Brasil é um ator grande e influente geopoliticamente demais para ser ignorado. E, em termos de interesse americano, além das óbvias afinidades ideológicas com o bolsonarismo, o candidato Flávio Bolsonaro já deixou claro, em ignominioso discurso proferido no dia 28 de março deste ano na CPAC (reunião internacional de líderes de direita, no Texas), que pretende atender a todas as necessidades estratégicas americanas em relação a minerais críticos, como terras raras e manganês (e de forma implícita, a tudo mais que lhes for de interesse … ). Tal predisposição aparenta sinalizar uma espécie de moeda de troca por apoio externo à sua campanha nas eleições Ademais indicou sua intenção, caso eleito, de afastar o Brasil da China, além de voltar a colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro;
- a questão sobrejacente é o grau em que uma possível intervenção estrangeira beneficiaria o candidato golpista. Vale destacar o resultado de pesquisa de opinião pública realizada pela Datafolha e divulgada no dia 23 de junho deste ano: 74% dos entrevistados, uma sólida maioria, em defesa da soberania nacional. rejeitam qualquer atuação ou ingerência militar americana em território nacional sem autorização de nosso governo. Cabe referir uma aparente incoerência em tal levantamento: ao lado da ampla maioria contrária a qualquer intromissão externa, 59% dos entrevistados apoiam o enquadramento do CV e do PCC como organizações terroristas. A meu ver, a incoerência é apenas aparente, pois reflete, na verdade, um elevado grau de desconhecimento político: tais entrevistados apoiam a classificação por imaginarem que ela dará origem a ações mais enérgicas contra o crime organizado, mas desconhecem as graves consequências jurídicas e as ameaças à soberania nacional decorrentes;
- até agora, os resultados práticos das pressões e das tentativas mais diretas e visíveis das iniciativas norte-americanas para influenciar nossa Justiça e a opinião pública têm sido, no fim das contas, contraproducentes. Recentemente, o cenário eleitoral mudou no País: Lula passou de um virtual empate com Flávio Bolsonaro, nas projeções de segundo turno, a uma vantagem de seis pontos percentuais. A causa maior da mudança parece ter origem interna e é atribuída principalmente às revelações advindas do áudio que comprova a relação estreita de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, embora o senador tenha negado tal ligação, peremptoriamente e em público, antes do vazamento. Mas, certamente, ela inclui também, em parcela difícil de mensurar, uma reação do eleitorado (mormente do independente) frente à participação de Flávio e de seu irmão Eduardo em ações do governo Trump que afetam nossa economia e nossa soberania;
- é provável que tais ações dos norte-americanos a favor de Bolsonaro venham a repetir-se. Elas estão em consonância com a Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, documento de alto nível, publicado em dezembro de 2025, que reorientou a política externa daquele país. Como é sabido, o documento configura o que vem sendo denominado de “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, reafirmando tal Doutrina em termos atuais, a saber: buscando afastar do seu “quintal” a influência chinesa e assegurando o fornecimento de minerais estratégicos (com ênfase o de terras raras), muito necessários ao desenvolvimento e à segurança dos EUA. Neste aspecto, o cenário ideal para os americanos seria, em um primeiro momento, isolar o Brasil, cercando-o de países com governos de direita ou extrema direita, facilmente “influenciáveis”, caso atual da Argentina, do Paraguai, da Bolívia, do Peru e, agora, da Colômbia. Não por outra razão, testemunhamos, recentemente, interferências americanas nas eleições da Colômbia e do Peru, sem mencionar a intervenção armada na Venezuela. Mesmo longe de nossas fronteiras, cabe ainda acrescentar o bloqueio recrudescido contra Cuba. E, no contexto regional, o Brasil representa a “cereja do bolo”! Por sua importância geopolítica e econômica, o Brasil receberá, sem dúvida, uma atenção especial e prioritária: não se pode ignorar uma nação com tal expressão e que, ademais, apresenta desafios consideráveis para ser “enquadrada” aos padrões políticos dos Estados Unidos … ;
- de toda sorte, devem ser levadas em conta as próprias eleições gerais de meio de mandato nos Estados Unidos, a serem realizadas em novembro, um mês após as nossas próprias eleições gerais. Donald Trump enfrenta uma forte queda de popularidade interna, o que reduz sua margem para dar maior atenção ao cenário brasileiro. É bem verdade que as medidas de pressão sobre nosso País, embora sob a dependência óbvia de Trump, deverão ficar sob responsabilidade direta de Marco Rubio, seu Secretário de Estado – filho de imigrantes cubanos e político de reconhecida antipatia aos governos de esquerda na América Latina. É fato que, em recente discurso em Goiás, no dia 2 de junho passado, Lula o citou nominalmente, afirmando que MarcoRubio é “’anti-América Latina” e “não gosta do Brasil” Um dia após, classificou-o como um “latino-anmericano frrustrado”. É esse homem que conduzirá as pressões sobre nosso País. Aliás, sua ausência chamou a atenção por ocasião do encontro de Lula com Trump, no dia 7 de maio, na Casa Branca – reunião essa que teve três horas de duração;
- outro aspecto a considerar é que o apoio de Donald Trump a um determinado postulante ao cargo máximo de um país pode acabar por desfavorecê-lo. Foi o caso, por exemplo, das últimas eleições no Canadá, onde os liberais, após uma virada histórica, venceram os conservadores apoiados por Trump. Foi o caso, também, das recentes eleições legislativas na Hungria: o vice-presidente americano – J.D. Vance chegou a viajar para aquele país, especificamente para declarar formalmente o apoio de Trump ao Primeiro-Ministro Viktor Orbán, um dos principais nomes da extrema direita global e no poder há 16 anos. O partido de oposição não só ganhou as eleições, como ainda conquistou uma larga maioria no Parlamento; e
- há pouço tempo, Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo crime de coação ao Judiciário, A pena foi, a meu ver, até suave, pelas circunstâncias agravantes que envolvem o caso. Ao mencionar o Eduardo, ora apresento uma opinião sobre a influência sobre o governo americano atribuída ao seu irmão Flávio – pré-candidato à Presidência da República – que diverge das demais que li. Parece-me mais provável que o Flávio Bolsonaro tenha sido convocado por Marco Rubio antes da imposição da taxa de 25%, quando a decisão já havia sido tomada, como forma de conceder-lhe um aparente prestígio internacional. Sua viagem inopinada aos EUA, logo antes do anúncio da nova tarifa, contribui para tal entendimento.
No período desta “Reconstrução”, ocorreram eventos em âmbito interno de grande importância. Para ficar apenas com alguns exemplos, cito, sem maior esforço de memória e de preocupação cronológica: a recusa, pelo Senado, do nome de Jorge Messias, Advogado-geral da União, para o STF; as acusações de recebimento de valores de Daniel Vorcaro pelo presidente do Senado Davi Alcolumbre e pelo (ainda!) senador Ciro Nogueira; a derrubada do veto de Lula ao projeto sobre dosimetria; o retardo proposital da decisão da PEC sobre a escala 6 x 1, no Senado; as investigações sobre o escândalo do INSS; o áudio vazado de Flávio Bolsonaro tratando de valores com Vorcaro, bem como os desdobramentos envolvendo o filme Dark Horse; o suposto envolvimento do senador Jaques Wagner, ex-lider do Goverrno no Senado, com o banqueiro criminoso; e. mais recentemente, a reveladora carta de Marco Rubio a Flávio Bolsonaro que, além de defender o tarifaço e o ataque ao Pix, registra o oferecimento por ele feito ao governo Trump de uma coparticipação em sua “equipe de transição”, caso seja eleito, provocando espanto em todos os brasileiros ciosos da soberania do País.
Reconhecida a importância de tais fatos, há que registrar a impossibilidade de abordá-los aqui, sob pena de tornar este texto por demais extenso. Mas a política nacional está se revelando tão trepidante que, para a próxima edição, certamente existirão novas notícias de igual importância a comentar.
Ao final deste já extenso escrito, a meu juízo, cabe uma conclusão que a grande mídia evita exteriorizar: os Estados Unidos constituem-se, na atualidade, no mais temível adversário externo ao Desenvolvimento e à Segurança do Brasil. Os cidadãos daquele país, por extensão ao desempenho de seus líderes imperiais, arrogantes e belicosos, tendem a se tornar cada vez menos simpáticos em nosso País, mas também na América Latina e no mundo! O rei está ficando nu …
Recebam o abraço cordial do
Luiz Philippe da Costa Fernandes
RESUMO DE ARTIGOS SELECIONADOS PARA A “RECONSTRUÇÃO …” Nº 16
(ABR – JUN 26)
– “Banco dos EUA confirma empréstimo a mineradora brasileira com fornecimento de terras raras” – 03 ABR.
“O banco de desenvolvimento dos Estados Unidos confirmou que o empréstimo concedido a uma mineradora brasileira inclui dispositivos que asseguram o fornecimento de terras raras a interesses americanos e países aliados. [O] .. jornal Financial Times … trouxe detalhes inéditos sobre o acordo. Segundo a reportagem, o financiamento de US$ 565 milhões foi concedido pela US International Development Finance Corporation (DFC) à mineradora Serra Verde, responsável por uma das principais operações de terras raras no Brasil. Em contrapartida, os EUA garantiram mecanismos que permitem influenciar o destino da produção. Conor Coleman, diretor de investimentos da DFC, afirmou que o acordo prevê controles específicos sobre a comercialização dos metais’ … garantindo que [os metais] fossem para os Estados Unidos e partes alinhadas aos EUA’, …. A operação envolve a mina Pela Ema, em Goiás, … estratégica por produzir terras raras pesadas … . O [MRE] … informou que o tema vem sendo discutido entre os dois países. … “
Poucos dias após veio a lume que o governo dos EEUU apresentou ao País uma proposta de acordo sobre minerais críticos que vem causando preocupação ao governo Lula, pois favorece investidores estrangeiros, impactando a soberania brasileira, No dia 17 de abril, Lula definiu, de público, sua posição sobre o assunto: Terras raras são ‘questão de segurança nacional para o Brasil, defendendo a soberania sobre tais recursos e parcerias com transferência de tecnologia.
– “Reservas de petróleo do Brasil avançam 3,84% em 2025” – 10 ABR.
“O volume de reservas de petróleo no Brasil alcançou 17,488 bilhões de barris em 2025, o que representa expansão de 3,84% em relação ao ano anterior. Esse volume representa que, se o Brasil não descobrisse mais nenhum reservatório de petróleo e mantivesse o mesmo ritmo de produção, teria reservas suficientes para 12,7 anos. … “
– “Investimentos em infraestrutura crescem até 161% no governo Lula” – 11 ABR.
“O governo do presidente … Lula ,,, ampliou de forma significativa os investimentos em infraestrutura entre 2023 e 2025, com crescimento que chega a 161% em ferrovias e avanços relevantes também em rodovias e aeroportos. Os dados apontam aumento tanto de recursos públicos quanto privados, em comparação com o período de 2019 a 2021.,,, No setor rodoviário, os investimentos públicos alcançaram R$ 40 bilhões entre 2023 e 2025, valor 67% superior ao registrado entre 2019 e 2021. Já os aportes privados também chegaram a R$ 40 bilhões, representando crescimento de 90% no mesmo período. … Nas ferrovias, o avanço foi ainda mais expressivo. Os investimentos públicos saltaram de R$ 1,8 bilhão para R$ 4,7 bilhões, um aumento de 161%. … Os aeroportos também registraram expansão. Os investimentos públicos cresceram 60%, passando de R$ 797 milhões para R$ 1,27 bilhão. … O conjunto desses investimentos integra a estratégia do governo de fortalecer a infraestrutura nacional, com impacto direto na logística, no turismo e no escoamento da produção. … “
– “Lula fala em retomar a BR, a Eletrobras e a Liquigás: ‘eu ainda sonho’” – 14 ABR.
“ O presidente … Lula … afirmou que pretende retomar o controle público sobre setores estratégicos da economia, como combustíveis e energia, ao mesmo tempo em que criticou privatizações realizadas nos últimos anos. … o presidente destacou limitações legais para reverter algumas privatizações. ‘Na privatização da BR está escrito que se a gente quiser readquiri-la, só a partir de 2029. E a mesma coisa vale para a Eletrobras. São dois escândalos’, afirmou. Lula também criticou a venda de ativos da Petrobras ao longo dos anos. ‘A Petrobras, como não conseguiram privatizar, eles foram tentando privatizar partes da Petrobras. Então vende uma refinaria aqui, outra ali… E venderam a BR’, disse…. Segundo o presidente, a manutenção dessas empresas sob controle estatal poderia contribuir para a estabilidade de preços. ‘Agora, se a gente tivesse a BR na nossa mão, o não aumento de preço seria controlado por nós’, declarou. … . ‘Um presidente da Eletrobras ganhava R$ 60 mil quando ela era pública. Hoje deve estar ganhando por volta de R$ 400 [mil] por mês, foram milhões de bônus. Então, que moralização?’, questionou.”
“Efeito Lula: Brasil volta às 10 maiores economias do mundo” – 15 ABR
“O crescimento do PIB brasileiro impulsionado pelo petróleo recoloca o país entre as maiores economias globais em 2026, segundo projeções atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI). A revisão positiva nas estimativas econômicas fez o Brasil retomar a décima posição no ranking mundial, superando o Canadá após ter ficado fora do grupo no ano anterior….. Em 2027, a expectativa é que o país ultrapasse a Rússia e alcance a nona posição global. No ano seguinte, poderá superar a Itália e ocupar o oitavo lugar, mantendo-se nessa faixa até o fim da década. … “
– “Brasil assume liderança global na atração de investimentos chineses, mostra estudo” – 07 MAI.
“O Brasil tornou-se o principal destino dos investimentos chineses no mundo em 2025, ao receber US$ 6,1 bilhões em aportes distribuídos por 20 estados. Os dados fazem parte de levantamento divulgado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), que também mostrou um estoque acumulado de US$ 85,5 bilhões investidos por empresas chinesas no país entre 2007 e 2025, em um total de 355 projetos. As informações constam no estudo “Investimentos Chineses no Brasil – 2025: Mineração, Mobilidade Elétrica e Renováveis”, apresentado em evento virtual promovido pelo CEBC. O levantamento destacou a expansão dos aportes em eletricidade, mineração e indústria automotiva, setores considerados estratégicos para a transição energética global…. “
– “Sucesso em Washington consolida Lula como o maior estadista da história do Brasil e um dos maiores do mundo” – 08 MAI.
”O presidente … Lula … reafirmou nesta quinta-feira (7), em Washington, sua posição como principal liderança política do Sul Global e um dos mais influentes estadistas do cenário internacional contemporâneo. Após um encontro bilateral de aproximadamente três horas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula concedeu entrevista coletiva na Casa Branca em que defendeu a paz, criticou guerras, cobrou a reforma do Conselho de Segurança da ONU e reafirmou a soberania brasileira em temas estratégicos como minerais críticos, datacenters e relações internacionais. Segundo informações divulgadas pela Agência Gov, Lula também defendeu uma atuação diplomática baseada no diálogo e na construção de consensos globais. ‘Eu acredito muito mais no diálogo do que na guerra’, afirmou o presidente brasileiro ao comentar a conversa com Trump sobre os conflitos internacionais em curso. … Ao detalhar o encontro, Lula afirmou que colocou o Brasil à disposição para discutir temas internacionais sensíveis, incluindo Cuba, Venezuela e Irã. … “
– “Petrobras celebra retomada da produção de fertilizantes na Bahia com visita de Lula à Fafen” – 14 MAI.
“ A Petrobras celebrou nesta quinta-feira (14) a retomada da produção de fertilizantes na Bahia durante visita do presidente … Lula … à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari. A unidade voltou a operar em janeiro deste ano, após receber investimentos de R$ 100 milhões e já alcança 90% de sua capacidade total. Segundo a Petrobras, a fábrica é responsável por atender cerca de 5% da demanda nacional de fertilizantes, reforçando a estratégia do governo federal e da estatal de ampliar a produção nacional e reduzir a dependência do mercado externo. A Fafen-BA possui capacidade para produzir diariamente 1.300 toneladas de ureia, 1.300 toneladas de amônia e 178 toneladas de Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32), insumo utilizado para redução de emissões em veículos movidos a diesel….”
– “5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família porque superaram a pobreza” – 01 JUN.
“O ministro … Wellington Dias, afirmou que 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família desde 2023, após elevarem sua renda acima da linha da pobreza. Segundo ele, o resultado reflete o crescimento do emprego, da qualificação profissional e das oportunidades de empreendedorismo entre os beneficiários do programa. A declaração foi feita durante participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ao comentar críticas recorrentes de que os beneficiários permaneceriam indefinidamente no programa, Dias apresentou números que, segundo ele, demonstram uma dinâmica de mobilidade social.”
– “Tela Brasil atinge 2,3 milhões de visualizações em dois dias” – 04 JUN.
“ A Tela Brasil, plataforma gratuita lançada pelo Ministério da Cultura com um acervo de 500 produções audiovisuais brasileiras, registrou 2,3 milhões de visualizações em apenas dois dias de funcionamento, consolidando uma forte procura do público por filmes, curtas e documentários nacionais disponíveis online … “
E viva a cultura nacional!
– “Eduardo Bolsonaro sugere que o Brasil troque o Pix pelo Zelle, sistema ineficiente dos Estados Unidos… “ – 04 JUN.
“– Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio Bolsonaro, sugeriu que o Brasil negocie com os Estados Unidos uma alternativa ao Pix, sistema público, gratuito e amplamente utilizado pelos brasileiros, em favor de um modelo inspirado no Zelle, mecanismo privado de pagamentos usado no mercado estadunidense. A declaração foi feita em vídeo nas redes sociais. … “
Aliada à sua wexecrável atitude de traição à Pátria que desenvolve nps EEUU, este é mais um excelente exemplo de subserviência e falta de caráter.
– “Brasil terá maior fábrica de mísseis da América Latina” – 05 JUN.
“ O Brasil deve ganhar ainda este ano uma das maiores estruturas industriais da América Latina voltadas à produção de mísseis. Em Caçapava ,,, interior de São Paulo, está em fase final de construção uma fábrica de mísseis antinavio da SIATT, empresa controlada pela Edge, conglomerado de defesa dos Emirados Árabes Unidos. A informação foi revelada por Rodrigo Torres, diretor financeiro (CFO) da Edge, em entrevista à revista Exame. … ‘Vai ser a primeira fábrica da América Latina desse tamanho, a nível de produção. É uma fábrica que pode produzir até oito mísseis anti-navio por mês. A previsão é inaugurar em novembro’, afirmou Torres.”
– “Governo Lula reage a pautas-bomba de Alcolumbre com impacto fiscal de R$ 215 bilhões – 11 JUN.
“- O governo Lula reagiu à aprovação, no Senado, de uma sequência de projetos com impacto fiscal estimado em R$ 215 bilhões, incluindo renegociação de dívidas rurais, aumento do piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas e aposentadoria especial para agentes de saúde. … a maior preocupação da equipe econômica está na renegociação das dívidas rurais, aprovada pelo plenário …. O ministro da Fazenda … afirmou que o governo avalia vetar a proposta ou acionar o Supremo Tribunal Federal (STF), caso o texto também seja aprovado pela Câmara dos Deputados. A estimativa da Fazenda é que a renegociação possa gerar impacto de R$ 140 bilhões em dez anos, … a prposta alcança um universo de R$ 200 bilhões em dívidas, dos quais 70% seriam bancados pelo Tesouro ao longo de dez anos….”
– “Fachin dá andamento a proposta no STF para barrar pautas-bomba” – 18 JUN.
“O presidente do …STF, ministro Edson Fachin, deu andamento à proposta de edição uma súmula vinculante destinada a impedir a aprovação e a aplicação de leis que criem despesas obrigatórias ou concedam benefícios fiscais sem a devida previsão de impacto nas contas públicas.A medida … ocorre em um momento em que o Congresso Nacional analisa projetos com potencial de ampliar gastos públicos. A iniciativa busca reforçar a exigência de responsabilidade fiscal na elaboração de leis e atos normativos que afetem o orçamento da União, dos estados e dos municípios. … a proposta atende aos requisitos formais previstos na Constituição e na legislação. … o pedido foi apresentado por parte legítima, trata de matéria constitucional já consolidada em decisões da Corte e envolve uma controvérsia atual, justificando o avanço da tramitação.”
– “Desemprego cai a 5,6% no Brasil, aponta IBGE, com recorde de ocupação e queda na subutilização no trimestre encerrado em maio” – 26 JUN.
“ O desemprego caiu a 5,6% no Brasil no trimestre encerrado em maio de 2026, o menor resultado para o mês desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. O levantamento também mostrou avanço da população ocupada, redução da subutilização da força de trabalho e estabilidade no número de pessoas sem emprego, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo IBGE”.
